Dragon Drive (TV)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Bom

Informações

País Japão

Um prévio aviso: qualquer semelhança com “Pokémon” não é mera coincidência, mas não serão feitas comparações a respeito e, se isto acontecer, será depois da análise geral. “Dragon Drive” começou no mangá criado por Kenichi Sakura, publicado pela Shueisha e serializado na Shonen Jump mensal, tendo 14 volumes encadernados, entre 2001 a 2006. O mangá teve duas fases, sendo que a primeira deu origem à versão animada. A história nos remete a Oozora Renji, um garoto que nunca conseguia fazer as coisas ou acabava desistindo: assim era sua vida e, na escola, era conhecido como o Rei dos Perdedores, devido às suas atitudes e sua desmotivação. Então, uma amiga de infância e colega de sala, Yukino Maiko, decide dar um basta naquilo e o leva para um lugar onde costuma ir. Lá, Renji fica impressionado ao saber que a galera costuma jogar um game intitulado “Dragon Drive”. O jogo de realidade virtual de última geração coloca os jogadores comandando dragões, que são selecionados pela personalidade do jogador. E vendo tudo aquilo, ele topa tentar e o game seleciona seu dragão: pequeno, branco e dormindo – dá pra acreditar? –, que aparece na tela. Dentro do jogo, Renji chama o dragãozinho de Chibikuse – ou Chibi, como é mais chamado – e eles batalham juntos... se bem que correram mais do que jogaram. Num dado momento, Chibi revela ter habilidades únicas e consegue ganhar a primeira partida. Percebendo o potencial do dragão, Renji decide treiná-lo até conseguir fazer Chibikuse revelar seu poder. No momento em que conseguem, eles e seus amigos Yukino Maiko e Hagiwara Daisuke são transportados para um mundo chamando Rikyu, para deter o renascimento de um poderoso dragão do mal. É lá que descobrem que Chibi é mais que um simples dragão...

Os personagens da trama entram bonito nos clichês, apesar de terem particularidades curiosas, a começar pelo protagonista, que começa como um perdedor de marca maior e torna alguém mais confiante; ou a forma que Hagiwara chama Yukino de My Sweet Honey – minha doce abelhinha – demonstrando seu lado mais romântico e que ela nem nota; e o frio Himuro, que quer apenas enfrentar Renji e segue-o aonde quer que ele vá; além de outros personagens de maior ou menor participação. Interessante é que, além dos personagens presentes no mangá, foram criados personagens exclusivos para o anime, dando mais ritmo ao longo da trama. E os dragões? Bem, se conhecem bem o gênero "monstros colecionáveis" e suas variantes, no caso de “Dragon Drive” existem os mais diversos dragões, dos mais tradicionais aos mais inusitados. Os principais dragões da trama são feitos em 3D – cujo efeito na época não estava aperfeiçoado como nos tempos atuais – quando a câmera os exibe de longe; de perto, é usada apenas animação tradicional. E seus visuais são bem diversificados, colocando pequenos dragões – que o diga Chibikuse, por exemplo – até misturas inusitadas, como o Kampa, dragão de Hagiwara (dragão com estilo lupino) e o Goraoh da Yukino (cão / leão dragão). Quando lutam, cada dragão tem formas variadas de usar seus poderes e atacar com o que possuem de melhor – com 3D ou uso normal da animação - além de habilidades especiais que possuam em particular. Os efeitos sonoros estão bem colocados, surgindo no momento certo; quanto às músicas, temos a abertura “True” e o encerramento “Tatta Hitotsu No” – cantados pela cantora Shimokawa Mikuni – cujos ritmos remetem às músicas de games mais antigos, sendo o tema de abertura mais ritmado, e o tema de encerramento mais calmo, tal como no final de um jogo.

Bem, agora sim: e o que tem o anime a ver com “Pokémon”? Começando pelo Chibikuse, que é a versão dragão do Pikachu – fofo e poderoso – até os personagens, ora rivais até o último momento ou aliados que acompanham o protagonista, e por aí vai. Heróis e vilões bem definidos, e etc. Se curtem dragões e querem um anime pra passar tempo, esta é a opção.

Escritora Otaku
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