Mitsudomoe Zouryouchuu! (TV)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Bom

Informações

Ano 2011
Estúdio Bridge
Diretor Masahiko Ohta
País Japão
Episódios 8
Duração 24 min
Gênero Comédia, Slice of Life

Começando com um episódio inteiramente dedicado aos incríveis e originais e fantásticos e imbatíveis Gachi Rangers, tem-se início a curta segunda temporada de “Mitsudomoe”, exibida no início de 2011 e dirigida também por Masahiko Ohta, É dispensável discutir aqui o conteúdo vulgar e questionável da animação; quem chegou em “Zouryochuu!” conhece bem essa parte. A única informação necessária é a de que nesses oito episódios será visto exatamente o mesmo estilo de humor presenciado em “Mitsudomoe”, sem nenhuma mudança. Entre continuar apostando no que deu certo ou tentar inovar, os criadores optaram pela primeira opção. E torna-se um pouco decepcionante acompanhar o resultado dessa escolha. O professor Satoshi Yabe será pego em diversas situações constrangedoras. O pai das irmãs Marui novamente será mal julgado por conta de sua aparência. Mitsuba mais uma vez passará por momentos vergonhosos graças a seu peso. Outra narrativa se passando no natal. Outro evento esportivo na escola. Cenários já usados que dessa vez não possuem aquele ar de imprevisibilidade, de inesperado, e sim um familiar e conhecido. O comportamento de Satoshi diante de sua sala em certas horas mostra isso; agora calmo e acostumado, ele sequer se surpreende mais com os atos de seus estranhos alunos, esteja Hitoha embaixo de sua mesa, as fãs de Satou preparando uma nova simpatia ou Sugi tirando fotos da calcinha de Mitsuba. Problema algum usar as mesmas ideias; mas “Zouryochuu!” não consegue fazer com que elas sejam tão engraçadas quanto antes. A série ainda tem histórias ótimas e iluminadas - em sua maior parte as que envolvem Hitoha -, porém elas não passam da média de uma por episódio, sendo que são quatro ou cinco narrações em cada capítulo. Basicamente, certas vezes trocam apenas o cenário e os personagens nas situações, e só. Como exemplo, pego uma história da primeira temporada, onde as fãs de Satou veem nas mãos da Futaba uma foto do pai dela quando jovem e, ao pensarem que se trata do garoto que adoram, geram um mal entendido - algo frequente no anime. Aqui, outra foto antiga desse gentil homem cria confusão, protagonizada nesse caso por Mitsuba e Sugi. O primeiro foi engraçado; o segundo é capaz de provocar no máximo meros esboços de sorriso, tendo seu ápice na frase final da sempre competente Hitoha. E isso ocorre em quase toda a animação; uma repetição de piadas com embalagem nova. Talvez somente no primeiro episódio seja visto uma tentativa de inovação, em que mostram uma aventura dos Gachi Rangers repleta de ironias ora discretas, ora diretas, ao mundo dos super sentais. É bem pensado, é criativo, contudo não tem graça alguma de tão bobo que é. Além disso, se for comparar com a série anterior, é visível a mudança no foco que dão aos personagens coadjuvantes. Enquanto Satoshi praticamente não tem destaque, as irmãs Marui também cedem um pouco de espaço e deixam que seus colegas de classe protagonizem um número maior de histórias, de Satou e as cenas que lhe dão o injusto título de tarado a Chiba e suas “técnicas” que são de fato as de um legítimo pervertido. Dessa forma cria-se um elo mais forte com o elenco em seu todo, apesar de suas ações previsíveis. No quesito técnico Bridge permanece com um excelente trabalho, montando sequências agitadas de alguns segundos que devem ter uma soma maior de dinheiro investido do que minutos inteiros. Cai a qualidade nas músicas de abertura e encerramento; a primeira tem uma sonoridade mais boba do que a de sua antecessora, chegando a ser insuportável em alguns instantes. Quanto à segunda, no lugar da relaxante música da primeira temporada há uma de estilo pop que não atrai muito. Em resumo, caso os capítulos de “Zouryochuu!” fossem nomeados como os de número catorze em diante, não faria muita diferença; só derrubaria a avaliação geral da animação por conta de sua repetição. As baixas vendas dos DVDs de “Mitsudomoe” influenciaram para que “Zouryochuu!” tivesse apenas oito episódios, o que é chato para quem gosta do anime e dos personagens independente de seu leve enfraquecimento. Mas, antes ser assim pequeno e ainda muito bom, do que ser mais longo e, por consequência, cansativo e mediano.

Erick Dias
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