O Senhor dos Anéis (Movie)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Bom

Informações

Títulos J.R.R. Tolkien's The Lord of the Rings
Ano 1978
Estúdio Fantasy Films
Diretor Ralph Bakshi
País EUA
Duração 132 min
Gênero Aventura, Fantasia
Palavras-chave lotr,sda

Trailer

A adaptação de O Senhor dos Anéis feita por Peter Jackson foi sucesso absoluto de críticas e público. Mas não foi a primeira vez que Frodo e seus companheiros apareceram no cinema. Em 1978, o controverso Ralph Bakshi tentou o impossível: uma animação que contasse toda a história de Senhor dos Anéis em pouco mais de duas horas de duração.

A história de O Senhor dos Anéis é bem conhecida, mas vale a pena fazer um breve resumo. Frodo Bolseiro é um hobbit, criaturas pequenas e pacatas, fãs de refeições fartas e frequentes. Ele acaba herdando o Um Anel de seu tio, Bilbo. Este Um Anel é um artefato malígno de grandes poderes, que se voltar às mãos de seu criador, Sauron, pode significar a escravidão dos povos da Terra-Média. Frodo decide destruir o Anel no vulcão onde ele foi forjado, e conta com a ajuda de oito companheiros que representam os povos livres. Seu fiel amigo Sam, um hobbit sincero e prestativo. Merry e Pippim, dois hobbits mais imaturos e fãs de uma boa diversão. Legolas, elfo príncipe da Floresta das Trevas. Gimli, anão de longa linhagem e grande determinação. Gandalf, um mago poderoso e misterioso. E por fim Aragorn e Boromir, dois humanos bravos e nobres.

Bakshi desfrutava de certa fama na época pelos seus filmes animados underground voltados para adultos. Desde Fritz The Cat, ele demonstrou não ter medo de lidar com temas controversos como drogas, sexo e racismo. Isso em um período onde a animação definhava, com pouca expressividade e poucos investimentos.

Uma característica dos filmes do diretor era se apoiar fortemente na rotoscopia. Isso o ajudava a lidar com o orçamento limitado. Rotoscopia é uma técnica onde o animador desenha sobre os frames de filmagem normal. Normalmente é usada para fazer os movimentos de algum personagem, ou para detalhes de cenários. Em O Senhor dos Anéis Bakshi foi além. A obra foi totalmente filmada com atores, em live-action, e depois transformada em animação. O resultado é um visual mais realista e épico. Há algumas cenas com centenas de pessoas contracenando, algo impensável para animações da época.

Há três estilos de arte distintos: os cenários, com tons degradês e praticamente sem movimentação; os personagens principais, mais cartunescos e com cores chapadas; e os outros personagens, feitos com o uso pesado de rotoscopia, normalmente com poucas cores. A integração entre eles nem sempre é boa. Alguma batalhas entre os personagens principais e os orcs chegam a lembrar Uma Cilada Para Roger Rabbit. Já o character design é muito interessante.  Os Nazgul, a Comitiva, Gollum, todos são detalhados e criativos. Sam e Frodo em particular têm expressões faciais e movimentos corporais muito bem feitos, transmitindo emoções de maneira competente.

O roteiro foi adaptador por Chris Conkilng e depois foi revisado por Peter Beagle, autor de The Last Unicorn. A adaptação é até certo ponto fiel, mas condensar as quase mil páginas densas de Tolkien em duas horas se mostrou impossível. Só A Sociedade do Anel e metade de As Duas Torres foram incluídos. E mesmo assim com várias omissões. Um semi-final foi inserido como última fala do narrador, o que deixa muitas pontas soltas. E tudo acontece muito rápido. Quem não conhece bem os livros certamente vai ficar perdido nas referências que pipocam a todo momento, nas versões diferentes de nomes e nos detalhes históricos da Terra-Média.

O filme tem mais omissões que alterações. Pelo menos o clima da obra original é mantido com sua boa dublagem, sua trilha sonora harmônica e seu design inspirado. O DVD foi lançado no Brasil, mas é bem difícil de encontrar. Eu tenho a versão remasterizada de luxo americana, lançada pelo Warner. A qualidade de imagem é excelente, de áudio idem. E há um pequeno documentário sobre a visão de Ralph Bakshi da Terra-Média, composto basicamente de trechos de entrevistas e filmagens antigas. É interessante.

Com uma duração bem maior e mais esmero no acabamento The Lord of the Rings poderia ser um excelente filme. Do jeito que foi executado, é apenas uma sombra de seu potencial. Bakshi se dá muito melhor criando histórias do que adaptando outras obras com fidelidade. Dois anos depois foi lançada uma “sequência espiritual” intitulada The Return of the King (O Retorno do Rei), feita direto para TV. Mas foi produzida por outro estúdio, por outros diretores e Bakshi não teve envolvimento nenhum com ela.

Heider Carlos
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