Ruin Explorers (OVA)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Razoável

Informações

Títulos Hikyō Tanken Fam & Ihrie - Ruin Explorer
Ano 1995
Estúdio Bandai Visual / MOVIC
Diretor Takeshi Mori
País Japão
Episódios 4
Duração 30 min
Gênero Aventura, Comédia, Fantasia

Ruin Explorers é um anime em formato de OVA com quatro episódios, dirigido por Takeshi Mori, mesmo diretor de Gunsmith Cats, Otaku no Vídeo e Vandread. Apesar da produção ficar por conta da Bandai Visual, vários estúdios participaram do projeto de maneira direta, até mesmo nomes conhecidos como Madhouse e Studio Deen. É fácil perceber o belo e dinâmico visual do anime, a exemplo de Furi Kuri, que também tem um visual incrível para sua época. Para um anime feito em 1995, o visual se mostra à frente do seu tempo. Mas não espere algo maravilhoso e cheio de detalhes, muito pelo contrário: o planejamento foi muito bem pensado, uma vez que, simplificando o traço, fica mais fácil manter a qualidade da animação. Eu sou meio suspeito pra falar, já que sou fã do traço da década de 90. Vamos ao enredo! A história se passa na Idade Média, com castelos, pequenas cidades, armaduras, espadas e tudo o mais a que tem direito. Ihrie e Fam são duas aventureiras que vivem em busca de tesouros em ruínas, ou seja, uma dupla de "Laras Croft". Elas vagam de cidade em cidade, de deserto em deserto, de montanha em montanha, de ruína em ruína, de etc a etc... em busca de artefatos valiosos. Após uma dessas empreitadas, elas decidem se dar ao luxo de passar a noite em um hotel, e acabam ouvindo um boato sobre um tal poder supremo que será dado a quem obtiver uma tal relíquia. Como boas e curiosas exploradoras que são, partiram em busca do tal poder supremo, mas elas não se surpreendem no percurso, pois encontram segredos e se envolvem com pessoas que deixaram marcas eternas em suas vidas. Basicamente o enredo é esse: duas jovens em busca do poder supremo. Porém, o que mais me chamou atenção no OVA não foi o objetivo principal mas, sim, os pequenos acontecimentos que ocorrem no percurso. O elenco do anime combina bem: não são personagens memoráveis, mas são bons o suficiente para salvar a pobre história.

Ihrie é uma menina inteligente, uma guerreira que está sempre preparada para lutar. Ela maneja sua espada e se veste com uma pesada armadura que a faz parecer meio masculina, fato do qual ela não gosta nem um pouco. Ela freqüentemente perde a paciência com sua companheira inexperiente. Fam é a companheira inexperiente de Ihrie. Uma jovem maga que não sabe usar os seus feitiços. Uma peculiaridade sobre Fam é o fato dela não usar magias que danifiquem coisas ou pessoas: graças a essa filosofia, ela quase sempre coloca a dupla em situações difíceis. Além das protagonistas, existem mais alguns bons personagens, como o velho trambiqueiro (estilo Agostinho de "A Grande Família"), a temperamental Rasha e o metido a fortão Miguel. A química entre eles é de primeira. E os defeitos? Chegou a hora de meter o pau. Não que a obra seja uma porcaria, mas a história e o chefão final são totalmente batidos e toscos de tão clichês. Os objetivos e as decisões tomadas ao longo da história são 100% previsíveis, tanto é que eu acertei tudo que aconteceria com antecedência. As lutas que acontecem aqui e ali são legais e possuem personalidade, mas quando é uma luta essencial para a trama, as coisas desandam. Agora, o maior defeito foi o tal do poder supremo, que é mal explicado e não tem sentido algum. Esse é o principal defeito do anime, pois como pode o foco do enredo ser algo assim? Não dá pra engolir esse poder supremo. No geral, Ruin Explorers é mediano, possui personagens com personalidade únicas e entrosamento memorável, o que o torna uma boa obra para estudo de elenco. Pois mesmo sem ter profundidade, o relacionamento entre todos os personagens beira a perfeição, exceto pelo “chefe final”.

Humor, luta, tiradas sarcásticas, diálogos redondos e bastante ação são o conteúdo desse OVA. Um belo visual, mas um enredo pífio. Ihrie, fam e companhia não mereciam estar nesse enredo de quinta categoria.

Rodrigo Nobre
>