Saiyuki Reload Gunlock (TV)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Bom

Informações

Títulos Gensomaden Saiyuki Reload Gunlock
Ano 2004
Estúdio Studio Pierrot
Diretor Tetsuya Endo
País Japão
Episódios 26
Duração 24 min
Gênero Ação, Aventura, Comédia

A terceira e última série da jornada de Sanzo e companhia, pra princípio de conversa, é continuação da anterior, “Saiyuki Reload”, e baseada no mesmo mangá. Então, não ocorre o afastamento que houve entre a primeira e a segunda séries. Se pensam que tudo terminou com esta animação, estão enganados: há uma série de OVAs – especiais de vídeo – um filme e o mangá. Mantendo as características da animação anterior, o que, afinal, tem de novo neste anime? Bem, existem alguns desdobramentos que a anterior deixou pra esclarecer na série seguinte. Uma coisa também foi mostrar youkais que não foram afetados pelos experimentos de ressurreição de Gyumaoh – o motivo da maioria deles estar fora de si – que os mostra mais comuns, e as atitudes e ações de humanos contra eles, também explorado na série anterior. Além das ameaças típicas que encaram, surge mais uma: humanos. Porque justamente as principais vítimas dos youkais seriam inimigos? A resposta está no anime... Uma coisa que chama a atenção em “Saiyuki Reload Gunlock” é justamente a presença de dois personagens que surgem na segunda etapa do anime: seus nomes são Hazel e Gato. O primeiro é capaz de ressuscitar humanos já mortos e que chama os youkais de monstros; o segundo é o guarda-costas dele, que o protege de qualquer coisa e usa duas pistolas como armas. Estes dois trazem conseqüências e até questionamentos para Sanzo e seu grupo, pois se parte deles são youkais, por que estão juntos na jornada? Existem momentos nos quais não dá pra encontrar uma solução simples ou fácil, e isto eles experimentam ao longo da jornada, que acabará chegando a uma resposta, seja ela qual for. Justamente aí é que ficamos na expectativa no que os aguarda, porque a vida não é um mar de rosas, e ninguém escapa de decepções.

Se perceberem bem, o nível da animação é a mesma da série anterior: isto é até normal, se compararmos os padrões da animação japonesa daquela época. Diferente da época atual, onde a qualidade da animação se tornou requisito obrigatório pra produção de animes - quer seja bom ou não o enredo a ser adaptado - antigamente não existia tal preocupação, a não ser que a produtora quisesse. Nos temas musicais, temos a abertura "Don´t Look Back Again", cuja letra reflete sobre as decisões que os personagens tiveram de tomar, e os encerramentos são "Mitsumete Itai" e "Shiro no Jumon". Particularmente, a abertura é mais impactante que os encerramentos, pois transmite o estilo e personalidade dos protagonistas e dos demais personagens que a trama possui. Será que vale a pena assistir a uma série que ainda não encerrou por completo? Bem, gostando ou não, uma coisa é certeza: quem curte assiste, quem não quer, nem tente. Sendo sincera aqui e agora, assisti as versões animadas e vi uma queda óbvia em relação ao enredo da primeira – “Gensomaden Saiyuki” – para as seguintes, mas, elas ainda seguram as rédeas pra prosseguir adiante. Ah, os OVAs e filme ficam fora da opinião, por serem casos paralelos. Se não fosse pelos personagens, os desdobramentos e a forma que trataram de seguir a história, a nota seria menor do que a dada. Outro fato: é mais sensato que façam temporadas de curta duração do que esticar a animação e perder a vontade de assistir. Assim, fica melhor e em doses pequenas – quesito que alguns animes na maioria acabam cometendo deslizes atrás de outro – não enjoa e dá um gosto de quero mais.

Quanto falta pra eles chegarem ao final da jornada? Tirando todos os transtornos, confusões e desentendimentos, é milagre terem conseguido chegar à metade do caminho. Esperemos que consigam, um dia...

Escritora Otaku
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