Shurato (TV)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Muito Bom

Informações

País Japão

Anos atrás, na década de 80, a epopéia de Seiya e companhia rendeu duas séries similares: “Samurai Warrions” – “Samurai Troopers” no original - e “Shurato”, à qual se direciona a resenha. Pode ser uma falta dizer que cópia não tem o mesmo frescor da versão original, mas lembre-se que algumas destas séries conseguiram o feito de superar e adquirir vida própria. Vide o caso de “Pokémon”, por exemplo: a série rendeu tantas cópias, que algumas conseguiram supera-la em alguns requisitos. Entretanto, uma cópia sempre será lembrada como tal, e não há como negar que, quando uma história é boa ou ruim (depende do caso), tem sempre os que querem obter a fama e a copiam. Tal como disse Chacrinha, um dos nossos maiores apresentadores brasileiros: "Na televisão nada se cria, tudo se copia". A frase combina direitinho, já que isso ocorre com frequência, não só em animações mas, também, em seriados, novelas, entre outros. A série teve origem no mangá publicado entre 1989 e 1990, tendo somente seis edições encadernadas, e seu autor foi Hiroshi Kawamoto. Antes de começar o enredo, é preciso explicar um fato que também foi usado em “Cavaleiros do Zodíaco”: o uso de lendas mitológicas. No caso de “Shurato”, foi utilizada a mitologia hindu e budista, que tal como a grega, possui histórias de deuses e criaturas sobrenaturais. Não é preciso dar detalhes mas, pelo menos, o resultado é mais satisfatório que a saga do autor de “Cavaleiros”. Tudo começa quando Shurato Hidaka e Gai Kurobi, dois grandes amigos, estão participando de um torneio de artes marciais tranquilo, com cada um demonstrando suas habilidades. Acontece que os dois acabam sendo transportados para o Mundo Celestial pela deusa Vishinu: logo, vemos o protagonista com vestes estranhas e querendo descobrir onde estava. É abordado por uma garota de nome Rakeshi, que explica que lugar é aquele, e de repente, são atacados por um guerreiro, que logo é identificado: era Gai, mas suas ações não condizem com o estilo amigo que Shurato conhecia. Pra se defender, utiliza uma armadura – o shakti – e assim consegue se esquivar dos ataques do amigo, que apenas o ataca sem piedade. Após retirar-se, Shurato é levado ao Palácio Celestial e é apresentado aos demais guardiões – já que também é um – onde presencia uma traição e é acusado de ser o culpado, sendo obrigado a fugir e tentar provar sua inocência. E o resto... só mesmo assistindo! Senão, acabaria revelando detalhes sobre a história. A série foi produzida devido ao sucesso que “Cavaleiros do Zodíaco” teve no Japão: até aí, nada de mais, já que é uma prática muito comum copiar uma fórmula consagrada. Claro que as semelhanças entre ambas são óbvias, e isto acaba dando uma opinião precipitada a respeito de “Shurato”, o que não revela as qualidades que possui como animação. Sendo assim, vamos aos detalhes sobre a série.

A primeira é a respeito dos personagens da trama: todos, sem exceção, possuem carisma e vida própria, dando fôlego à animação e tendo seus momentos. Dentre eles, os dois mais destacados são Shurato e Rakeshi: com características inocentes, acabam brigando e se desentendendo aos montes. Outra coisa interessante é que os guardiões escolhidos por Vishnu não são do tipo que protegem a deusa 24 horas por dia, mantendo a rotina que possuíam antes da responsabilidade. Outro fato está no enredo: nada de repetições, como se não houvesse outras situações e conclusões. Os acontecimentos da série têm seu momento certo, sendo bem desenvolvidas e com o clímax pra finalizar a história abordada. A série possui duas fases distintas, onde uma precisa da outra pra ser concluída, sem pontas soltas. Agora um detalhe muito conhecido, afinal, esta série já deu as caras no Brasil: Como? Vamos voltar ao tempo, mais precisamente no ano de 1996, quando ainda existia a Rede Manchete. Pra quem não sabe ou conhece, este canal proporcionou a exibição de várias animações japonesas e tokusatsus, que são recordados pelos que assistiram e que se lembram com carinho daqueles bons tempos. A série foi dublada em São Paulo, nos estúdios da Dubla Vídeo: na época da dublagem, as animações japonesas eram dubladas na Gota Mágica, estúdio que trouxe a primeira versão de “Cavaleiros do Zodíaco”, entre outras séries, e que não existe mais. Como não houve acordo entre a distribuidora e o estúdio, o anime foi dublado em outro lugar. Os dubladores da série, na maioria, eram os que tinham dublado “Cavaleiros”, e por incrível que pareça, conseguiram interpretar seus personagens com personalidade. Não é difícil encontrar a série dublada na internet, para quem quiser reviver as vozes e a história. Falando sobre o design da série, existe uma qualidade acima da média nos primeiros episódios e uma queda vertiginosa nesta qualidade nos seguintes: é que não havia este cuidado com qualidade em animações longas naquela época, sendo isto mais válido em OVAs e filmes. E tem mais: após o término da série, foram lançados os OVAs, sendo seis episódios que trazem os personagens em uma nova história.

Desta maneira, “Shurato” pode ser considerado uma cópia que deu certo: afinal de contas, conseguiu o feito de trazer uma história e personagens que marcaram uma época para nós, brasileiros. Para os que nunca assistiram, é uma série que vale a pena dar uma conferida, mesmo que seja somente pra comparar com “Cavaleiros”.

Escritora Otaku
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