Vampire Knight (TV)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Muito Bom

Informações

País Japão

Histórias com vampiros são comuns: desde a criação de “Drácula” de Bram Stoker, a história da criatura que se alimenta de sangue e pode transformar humanos em vampiros se perpetuou em várias adaptações nos livros, filmes, seriados e desenhos. É possível que uma pessoa conheça ao menos uma destas histórias e curta o estilo sobrenatural, gótico e sensual que tal criatura oferece a nós, meros mortais. Nas animações japonesas temos exemplos que retratam a vida vampiresca, sendo os mais conhecidos “Vampire Hunter D”, “Hellsing” e “Vampire Princess Miyu”. E nesta resenha acrescentamos mais um anime: “Vampire Knight”, que é um dos que utiliza tal criatura. A mangaká de “Vampire Knight” se chama Hino Matsuri, cuja obra é publicada pela revista Lala, que começou em 2005 e que ainda está em andamento. No Brasil, o mangá tem sido lançado pela Panini e está no volume 12, ou seja, bem próximo da versão original. Se fosse pra definir esta série, é preciso dar uma analisada no que os vampiros se tornaram a partir da década de 90: pessoas com dilemas e com estilos sensuais, perdendo de lado o jeito solitário e assustador que tinham antes. Uma comparação é que os vampiros pararam de ficar escondidos entre as sombras e se tornaram mais acessíveis ao mundo humano. No enredo da série, a Academia Cross possui duas turmas: a turma do dia (Day Class) e a turma da noite (Night Class), sendo os alunos identificados pelos uniformes – pretos para a turma do dia, e brancos para a turma da noite – onde somos apresentados aos monitores da instituição, que tratam de cuidar das turmas, em caso de problemas. Eles são Cross Yuki e Kiryu Zero, alunos da turma do dia: a tarefa deles é impedir que as alunas – loucamente apaixonadas - da turma do dia se aproximem da turma da noite. A razão que os alunos da turma do dia não sabem é que os alunos da turma da noite são vampiros, por isso a euforia das garotas, já que eles são muito bonitos de aparência. Isso é possível porque a intenção da Academia Cross é tornar realidade uma relação próxima entre humanos e vampiros, ideia vinda do diretor da instituição escolar e responsável dos monitores. Fora do local, a relação praticamente não existe, pois ambas as raças são inimigas mortais e existe uma dura perseguição, cujos extermínios são feitos pela Associação de Caçadores. A trama mostra a vida de Yuki e Zero, que conhecem o segredo da turma da noite e suas convivências dentro e fora da academia: cada um tem um passado relacionado a vampiros. Ambos são órfãos e foram adotados pelo diretor da academia, que os considera como filhos: Yuki possui uma personalidade alegre e espontânea, enquanto Zero é frio e pouco receptivo com as pessoas, principalmente com os vampiros.

Os personagens humanos em geral possuem uma ligação ou não com os vampiros, sendo os mais importantes os monitores, o diretor da instituição e membros da Associação de Caçadores. Chama atenção o fato deles terem noção da existência de tais criaturas e tentarem manter as aparências, mesmo com as contradições existentes. Outros personagens de importância são os vampiros que compõem a turma da noite, liderados por Kuran Kaname, um vampiro sério e que salvou a vida de Yuki, anos atrás. Por uma razão desconhecida, a vida dele é justamente o começo do da Yuki, tornando-o alguém especial a ela. Os vampiros que formam esta turma são jovens – se considerar que conseguem viver mais que humanos – e que estão lá pra transformar o sonho de uma convivência impossível em realidade. A respeito do requisito adaptação, o anime consegue ser fiel ao mangá, colocando as histórias de maneira direta e sem enrolação, conseguindo transferir a atmosfera sobrenatural e cotidiana da trama. O design dos personagens é do estilo já visto em séries shoujo, com detalhes e olhos bastante expressivos, tanto dos personagens masculinos quanto dos femininos. O figurino também dá um toque próprio, pois humanos e vampiros possuem roupas que mostram suas personalidades e estilo de ser, dando destaque aos uniformes que usam na Academia Cross – detalhados e, ao mesmo tempo, elegantes – saindo do estilo comum dos uniformes em séries japonesas. Produzido em 2008 pelo Studio DEEN, a animação tem uma qualidade gráfica excelente, e uma curiosidade chama a atenção: a série era pra ter 26 episódios e acabou tendo apenas a metade, ou seja, 13 episódios. Ninguém sabe ao certo o que houve, mas isso não atrapalha em nada o seguimento da trama. Sobre a trilha sonora, o tema de abertura, “Futatsu No Kodou To Akai Tsumi”, é cantado pela banda ON/OFF, dá um toque vampiresco a trama, enquanto o tema de encerramento, “Still Doll”, cantado por Kanon Wakeshima, tem um estilo gótico e assustador: ambas combinam com a estrutura que o anime possui.

E quem pensa que a trama terminou, ela continua em “Vampire Knight Guilty”, que é a segunda temporada da franquia, e existem boatos de uma terceira série, que prossegue os rumos após a segunda. Para quem gosta de vampiros, esta série é uma opção curiosa e que retrata como eles agiriam numa realidade próxima a nós, seres humanos... “Também lhe mostrarei um doce sonho na próxima noite.” - Frase que encerra os episódios da série.

Escritora Otaku
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