Zoku Natsume Yūjin-Chō (TV)

1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 Muito Bom

Informações

Títulos Zoku Natsume Yuunjichou
Natsume Yujincho 2
Ano 2009
Estúdio Brains Base
Diretor Takahiro Omori
País Japão
Episódios 13
Duração 24 min
Gênero Aventura, Comédia, Drama

Exibido poucos meses depois da primeira temporada, “Zoku Natsume Yūjin-Chō” continua a narrar a vida de Takashi Natsume ao lado do gato barri... Do poderoso e impiedoso youkai Madara - mais conhecido entre os íntimos pelo imponente nome de Nyanko-sensei. Os conturbados encontros de Natsume com youkais; as também conturbadas relações de Natsume com humanos. Esse jovem segue tão perdido em pensamentos como qualquer pessoa de sua idade, com a diferença de possuir certas habilidades inatas que agravam sua vida. A eterna apreensão de não querer dar problemas aos outros, sem se tocar de que, ao tentar fazer tudo sozinho e não desabafar com quem deve, acaba causando preocupação justamente àqueles que o amam. A vontade de querer ser útil, evidenciando a insegurança em si próprio e sua baixa autoestima. A posição ambígua em que se mostra ao declarar que não gosta de youkais por conta do tanto que o fizeram sofrer quando criança, enquanto passa por situações memoráveis e instrutivas com eles em sua fase adolescente, criando assim grandes laços de amizade. Natsume avança em alguns pontos, fica estagnado em outros, tem noção de alguns defeitos seus, ignora totalmente outros, mas, o que importa, ele visivelmente se modifica. Um personagem bem construído que não fica inerte, cujo único “defeito” é o de ser totalmente normal, sem afetações – o que lhe rende pouca popularidade, pois geralmente preferimos o incomum. E, conforme vai evoluindo na companhia de Madara – que, mesmo se afeiçoando ao rapaz, permanece naquilo de “Só me importo com o livro de nomes, não com você, porém fizemos uma promessa e lhe salvarei dos youkais para que não morra” -, ele vai ao poucos formando a imagem de sua avó, graças a fragmentos de memórias que obtém tanto de youkais quanto de humanos durante os diversos imprevistos pelos quais passa nos treze episódios da série. Igual à primeira temporada, são vistos aqui pequenos contos simples cheios de sentimentalismo, onde Natsume, embora se deparando e conhecendo seres de variados gêneros, em momento algum deixa de ser uma pessoa solitária de semblante constantemente triste. Em breves encontros e despedidas, vai aprendendo que, seja youkai, seja humano, jamais se deve julgar pela aparência, ensinamento antigo muito esquecido. Que aqueles que passam pelas mesmas dificuldades que nós não têm, necessariamente, os mesmos pensamentos e ideais - mais um engano costumeiro. Que humanos e youkais viverão sempre relacionamentos instáveis e nunca duradouros, apesar de serem tão semelhantes em várias questões. E, entre outras coisas, aprende mais ainda o quão é difícil, mas no fim compensador, lutar para proteger aqueles que são amados. Mostra o óbvio, em tramas de vez em quando previsíveis, entretanto o charme da animação é isso; narrar histórias singelas de uma maneira calma e atraente, com dramas e romances e aventuras que podem ter seus acontecimentos descritos em uma ou duas frases. Algumas são melhores, claro, possuindo finais tocantes e engenhosos; porém, a série mantém uma estabilidade nessa área, sem grandes quedas de qualidade no enredo. Brains Base continua com uma arte sóbria, todavia bela e detalhada. Também não há mudanças na inconfundível trilha sonora composta por Makoto Yoshimori (“Baccano!”, “Durarara!!”, “Kuragehime”), que dita o ritmo do anime com grande aptidão, aprofundando o constante clima melancólico e os raros momentos de descontração e tensão. No geral, a trilha ao todo se destaca dos toques convencionais usados em obras desse tipo. Já nas músicas tema se vê uma perceptível melhora em comparação com as anteriores; tanto na empolgante abertura, “Ano Hi Time Machine”, tocada pelo grupo Long Shot Party (que se dissolveu em 2010, e que também assina a autoria da segunda abertura de “Naruto Shippuuden”); quanto na tristonha e vagarosa de encerramento, “Aishiteru”, da dupla Callin’. Sensível sem cair no piegas, “Zoku Natsume Yūjin-Chō” consegue se tornar superior usando a mesma fórmula vista na primeira temporada, com uma ideia central que, diferentemente do personagem principal, não avança – e nem parece que avançará tão cedo, simplesmente porque isso provavelmente acarretaria no fim da história. Mas, contanto que permaneça com bons personagens e prazerosas pequenas aventuras, dá para ignorar completamente esse detalhe. Doze volumes em mangá, quatro temporadas em anime, que vá indo até onde dá.

Erick Dias
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